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Três anos de folia O carnaval no Rio de
Janeiro oferece várias opções para os foliões: o Desfile das Escolas
de Samba na Marquês de Sapucaí, os blocos de rua e... o já tradicional
Miscelânea Carnaval! Há três anos a festa toma conta da praça da Cinelândia
e leva a batucada para dentro do Cinema Odeon. Comandadas pelo poeta e
mestre de cerimônias carnavalescas Chacal, bandas como o Cordão do
Bola Preta, Bangalafumenga, além do grupo de chorinho Choro
na Feira e do bloco Gigantes da Lira fazem a maior festa e
colocam o povo pra requebrar! A terceira edição do
Miscelânea, que fez parte da programação do Verão Odeon BR, aconteceu
na quentíssima noite de terça-feira, dia 25 de fevereiro. O Cine Odeon
“vestiu sua fantasia” para receber a multidão, sendo devidamente
decorado com motivos carnavalescos pela cenógrafa Valéria Costa. O público,
de todas as idades e animadíssimo, não ficou de fora e entrou no clima,
vestindo fantasias criadas e confeccionadas na hora em um
cantinho do saguão do cinema, especialmente reservado para as
produções. Devidamente fantasiada,
a massa de foliões foi para o lado de fora do cinema, onde, um pouco
depois das 19h30 da noite, Chacal anunciou o Cordão do Bola Preta,
mais entusiasmado do que nunca, em seu 83O. carnaval. Abrindo a
noite, uma homenagem ao Rio de Janeiro com a marchinha “Cidade
Maravilhosa”. Muita gente que passava desavisada pela praça, deixou os
compromissos de lado e caiu no samba em um dos carnavais de rua mais
animados da cidade. A festa seguiu dentro
do cinema, onde o bloco Gigantes da Lira tomou o palco com seus
palhaços, malabaristas e pernas-de-pau ao som do Bangalafumenga e
sua batucada inconfundível. Era só uma pequena amostra do que ainda iria
acontecer, afinal, o Miscelânea também é cinema. Então, as luzes se
apagaram e o Canal 100 tomou a telona, onde foi exibido um documentário
mostrando toda a magia e o charme do carnaval carioca de 1971, com seus
desfiles na rua e concursos de fantasia. A poesia de Manuel Bandeira veio
logo em seguida, recitada por Chacal. Muitos aplausos para os poetas: o
que recita e o autor da poesia. O Bangalafumenga,
banda que a cada ano ganha mais músicos, voltou ao palco e se apresentou
com seus novos integrantes. O cinema virou um grande salão de baile e
todos dançaram ao som contagiante do Banga, cheio de batucada e
suingue. Enquanto isso, do lado de fora, a
varanda do café se transformou em uma descontraída roda de samba com
apresentação do grupo Choro na Feira. A festa dentro do Odeon
terminou com o Gigantes da Lira subindo ao palco e dançando com o Banga.
Para sair do cinema, ainda sob a percussão da banda, o público deu as mãos
e formou uma grande corrente até o lado de fora do cinema, na praça. Malabaristas
do Gigantes da Lira que desceram de corda do segundo andar do Odeon
fazendo piruetas, abriram a terceira parte do evento, quando o Bangalamenga
fez uma dobradinha com o Cordão do Bola Preta. A praça da
Cinelândia virou um imenso baile de carnaval. O evento seguiu com o Cordão
e suas saudosas marchinhas até depois de meia-noite, quando a banda
encerrou os trabalhos. Se dependesse dos foliões, o Miscelânea viraria
uma “Maratona” indo noite adentro até amanhecer. Não é por acaso,
que o evento é o melhor (e mais multimídia!) grito de carnaval da
cidade. Ano que vem tem mais! (Dominique Valansi) |