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Meu nome é Joe

Press Book

Inglaterra, 1998 / 105min

MEU NOME É JOE

FICHA TÉCNICA
Direção: Ken Loach
Roteiro: Paul Laverty
Fotografia: Barry Ackroyd
Montagem: Jonathan Morris
Música: George Fenton
Som: Ray Beckett
Direção de arte: Martin Johnson
Figurinos: Rhona Russell
Produção: Rebecca O'Brien
Produção executiva: Ulrich Felsberg

SINOPSE

Um bairro pobre de Glasgow, Escócia, 1997.

Depois de muito abusar do álcool, Joe está livre do vício. Graças à sua freqüente participação nas reuniões dos Alcoólatras Anônimos, está completamente "limpo" há pouco mais de um ano. Agora transborda energia, determinado a recuperar o tempo que perdeu e treinar com muita garra o pior time de futebol de Glasgow.

Sarah, tímida e independente, é uma funcionária da saúde pública que vive para o seu trabalho.

Joe e Sarah se encontram por causa de um jovem casal, Liam e Sabine, que tenta, com muita dificuldade, manter a vida em família. Liam e Sabine sofrem constantes ameaças em função de velhas dívidas do passado de Liam. Joe e Sarah estão compromissados, cada um a seu modo, a ajudá-los. Liam é um dos jogadores do fuleiro time de futebol treinado por Joe. Sarah visita a família para examinar a saúde do pequeno filho deles, Scott, que está para entrar na pré-escola.

É dessa forma que Joe e Sarah são jogados um no braço do outro. O romance começa, mas numa vida em que as escolhas nunca são simples, o amor deles vai ter a chance de sobreviver?

O fato é que Joe resolve ajudar Liam quando seus problemas ganham proporções mais ameaçadoras. Ele assume para si um serviço perigoso, que um velho traficante de drogas estava tentando impor a Liam por causa de uma dívida
antiga. Ele deverá transportar alguns quilos de drogas. Sarah, quando descobre do que Joe foi capaz, fica revoltada.

Em Meu nome é Joe, crítica social e questões éticas contornam uma bela história de amor assinada por Ken Loach, um dos mais politizados cineastas em atividade, e certamente o mais importante diretor inglês.

KEN LOACH

O inglês Kenneth Loach nasceu em 1936 e começou a dirigir documentários para a televisão em 1964. Quando iniciou a carreira cinematográfica, em 1968, carregou consigo grande influência do estilo documental e da rapidez televisiva, associados a uma inquietante busca pelo realismo. Em 1979, veio o primeiro reconhecimento internacional com o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes por Black jack. Em 1981, no mesmo festival, Loach foi muito bem recebido com Looks and smiles, que recebeu o Prêmio Especial do Júri para o
Cinema Contemporâneo.

Em 1990 tocou na delicada questão da política britânica de Margareth Thatcher para a questão irlandesa em Agenda secreta. A americana Frances McDormand estrelou este suspense político radicalmente crítico, à moda de Z, de Costa-Gavras, que recebeu o Prêmio do Júri em Cannes.

No ano seguinte, Ken Loach voltou à competição do mesmo festival com Raining stones, drama cômico sobre a vida de operários ingleses que terminou conquistando o mesmo prêmio do júri.

Em 1994, Loach narrou a história verdadeira de Maggie, mãe de mais de dez filhos que teve todos as suas crianças tomadas pelo governo inglês. Ela era considerada incapaz de criá-los. Ladybird, Ladybird ­ Sombras de um passado
levou o Prêmio da Crítica em Berlim e deu a Crissy Rock o Urso de Ouro de melhor atriz.

O comovente Terra e liberdade narrou a história de um soldado inglês que foi lutar, voluntariamente, na Guerra Civil Espanhola. O filme tornou-se um de seus maiores sucessos e foi eleito a melhor produção de 1995 pela Academia Européia de Cinema.

Meu nome é Joe é a segunda colaboração de Ken Loach com o roteirista Paul Laverty, o mesmo de Uma canção para Carla, filmado na Nicarágua.

Loach resiste à idéia de que, depois de dois épicos internacionais (Terra e liberdade e Uma canção para Carla), este novo Meu nome é Joe marcaria a volta para um formato menor, mais íntimo. "É apenas mais um filme. O que importa é a vida e as emoções de um grupo de pessoas comuns lidando com situações difíceis. Pode ser um filme mais simples em termo de logística, com uma locação principal e um elenco menor, mas isso não significa que não tenha impacto emocional ou que tenha menos ressonância se comparado a meus outros projetos." Loach afirma dar muito mais importância ao conteúdo do que ao tamanho da produção ­ "Quero é respeitar as pessoas que o espectador verá na tela."

Para Meu nome é Joe, o cineasta tomou como inspiração a mesma Glasgow de Uma canção para Carla (cuja primeira metade é toda passada na cidade), e diz ter adorado trabalhar novamente com atores escoceses. "Meu nome é Joe me deu a chance de enfocar alguns problemas que me interessavam e de trabalhar com atores que adoro e que tinham feito apenas pequenos papéis em meus filmes anteriores."

Neste momento, Ken Loach está finalizando Bread and roses, seu primeiro filme rodado nos Estados Unidos, que tem como personagens principais os imigrantes latinos que moram em Los Angeles.

PAUL LAVERTY (Roteirista)

A função de roteirista é, na verdade, uma segunda carreira na vida de Paul Laverty. Antes ele trabalhou durante anos como advogado, especializando-se em direito civil e criminal e freqüentando a corte inglesa. Uma campanha pelos direitos humanos o levou à Nicarágua, onde exerceu quase três anos a função de advogado. Percorreu toda a América Central antes de ganhar o Prêmio Fullbright para roteiristas, em 1994. Graças ao prêmio estudou um ano em Los Angeles, onde começou a trabalhar no roteiro de Uma canção para Carla, sua primeira colaboração com Ken Loach. Meu nome é Joe dá continuidade a essa sólida parceria.

ELENCO

PETER MULLAN (Joe)

O ator, que trabalhou com Ken Loach em Riff Raff, já participou de filmes como Coração valente, Cova rasa e Trainspotting. Mas em Meu nome é Joe interpreta pela primeira vez um papel especialmente escrito para ele. "Joe é
bem intencionado, inteligente e passional", define Mullan. Agora chegando aos seus 40 anos, e já tendo desperdiçado parte da vida adulta com o alcoolismo, o personagem está preocupado em ajudar os outros e buscar o amor, ao mesmo tempo em que tenta chegar a um acordo com os demônios que ainda o perseguem."

Mullan afirma que fazer Joe foi como interpretar a si mesmo num contexto diferente. "Você pensa em como você seria se as coisas não tivessem dado certo", diz. Antes de filmar, o ator passou algum tempo com membros dos Alcóolatras Anônimos, que lhe deram dicas preciosas sobre o comportamento dos reabilitados. "Existe o terror constante do retrocesso, o primeiro copo é fatal. Em meio à alegria de ter chegado à sobriedade, há o medo de ser relapso." Mullan completa: "Encontrar o amor, a missão de Joe, não é tão
difícil quanto mantê-lo quando o contexto é o da pobreza. Esse é o seu maior desafio." Em 1997, Peter Mullan estreou na direção de um longa-metragem com Orphans.

LOUISE GOODALL (Sarah)

Louise Goodall, atriz de sólida carreira teatral na Escócia, interpretou Maureen, a namorada dispensada por Robert Carlyle em Uma canção para Carla. Em Meu nome é Joe ela faz Sarah, agente de saúde que trabalha no bairro mais
pobre de Glasgow. "Sarah tem um amor pelas pessoas que eu também tenho. Antes de ser atriz, queria ser enfermeira", conta. Louise nunca teve educação formal em teatro. "Fiz testes várias vezes para a escola dramática mas eles não me aceitaram. Então resolvi me juntar a uma companhia amadora." Ela conta considera o trabalho com Ken Loach mais um estágio em seu aprendizado de atriz: "Ken Loach não amarra o ator ao roteiro. Ele dá coragem para que você ponha o máximo de si na personagem, o que torna tudo
muito mais fácil."

DAVID MCKAY (Liam)

Ator do filme Coração valente, de Mel Gibson, Davic McKay é um dos principais integrantes do Citizen¹s Theatre, de Glasgow, onde já fez de pantomima a papéis clássicos. Ele descreve Liam, seu personagem em Meu nome é Joe, como um jovem pobre que caiu na cultura das drogas e começou a
traficar para sustentar o vício. Vai preso e, quando recebe a condicional, luta desesperadamente para manter-se longe das drogas. "Ele ganha uma segunda chance e agora luta para manter sua família unida. Afinal, é tudo o que ele tem", diz.

ANNEMARIE KENNEDY (Sabine)

Annemarie é uma atriz não-profissional que, mesmo durante as filmagens, manteve seu trabalho como faxineira, durante meio expediente, numa escola de Glasgow. Ela interpreta a namorada de Liam, Sabine. "Conheço muitas pessoas como Sabine, que tomaram drogas e roubaram para sustentar o hábito", ela conta. Annemarie começou a experiência de atriz amadora quando foi chamada para participar de um projeto envolvendo mães solteiras coordenado por Kate Black. "Fazíamos peças improvisadas, baseadas em nossa experiência." No cinema, ela já esteve no curta metragem Small deaths, de Lynn Ramsay, que recebeu o prêmio de melhor curta no Festival de Cannes de 1995. Sobre o trabalho em Meu nome é Joe, diz: "No começo senti medo de trabalhar com atores de verdade, mas todos eles me deixaram muito à vontade. Ken Loach foi brilhante e sempre me ajudou muito. Tudo se tornou mais fácil graças a ele."

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