As Alegres Comadres

A peça As Alegres Comadres de Windsor, de Shakespeare ganhou um sotaque bem brasileiro no primeiro longa-metragem da diretora carioca Leila Hipólito. A trama foi adaptada para a cidade histórica de Tiradentes onde diversas as diversas e hilárias conspirações, armadas pelos personagens irão acontecer para desarmar os ânimos em nome do amor. Este ano, o filme fez parte da Mostra Competitiva da Première Brasil do Festival do Rio.

Em pleno século XIX chegam à cidade de Tiradentes o falido ex-militar português João Fausto (Guilherme Karam), ao lado de seus comparsas Pistola (Babu Santana) e Luís (Felipe Rocha). Fausto utiliza seu status como ex-membro da corte do 
Imperador para enganar a burguesia local, aplicando pequenos golpes.

Fausto decide seduzir para roubar duas ricas esposas, a Sra. Lima (Zezé Polessa) e a Sra. Rocha (Elisa Lucinda). Só que a dupla está longe de ser boba e ao descobrir o plano trama uma divertida vingança contra tal afronta, e usam a Sra. Maria (Bel Garcia) como intermediária. Doente de ciúmes, o Sr. Rocha (Ernani Morães) fica sabendo do assédio de Fausto e também arma um plano para pegar a mulher em flagrante. Até convoca os amigos para testemunhas, inclusive o seguro Sr. Lima (Edwin Luise).

Paralelo a esta, outra trama se desenvolve. A bela Ana Lima (filha dos Lima) é assediada, por três pretendentes: o médico francês Dr. Caius (Chico Dias), o preferido da Sra. Lima; o jovem fazendeiro Silva (Rafael Primo), estimulado por seu tio Juiz Braga (Marcelo Escorel), pelo Padre Arnaldo (Milton Gonçalves) e preferido pelo Senhor Lima, e o galante aristocrata Franco (Daniel Del Sarto), o preferido pela bela jovem.

Antes de As Alegres Comadres, Leila Hipólito trabalhou também com televisão, publicidade e curtas. Ela dirigiu Praça Paris (1994), Decisão (1997) e fez o roteiro, direção geral e produção do elogiado DVD Antonio Dias: o País Inventado (2001).