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Houve uma vez dois verões O diretor gaúcho Jorge Furtado, muito premiado por seus curtas como O Dia em que Dorival Encarou a Guarda (1986) e Ilha das Flores (1989), estréia no formato de longa- metragem com a divertida comédia adolescente Houve uma vez dois verões. O filme começa a partir de uma história simples: um rapaz que durante suas férias encontra uma menina e se apaixona. Como todos os anos, o jovem Chico (André Arteche) passa suas férias “na maior e pior praia do mundo” na companhia de seu amigo Juca (interpretado por Pedro Furtado, filho do diretor). Um dia, ele se encontra com Roza (Ana Maria Mainieri) em um fliperama e eles acabam passando a noite juntos, sob a luz do luar. Mas na manhã seguinte,Chico acorda sozinho e enamorado da moça. E por mais que a procure todos os dias até o fim de suas férias, ele não a encontra. Na sua busca por Roza, ele conta com a ajuda de Juca, que tenta seguir os passos do amigo e finalmente perder a virgindade. Já de volta à Porto Alegre e às aulas do segundo grau do colégio, Chico recebe um telefonema inusitado de Roza. Em vez de conseguir se declarar para ela e falar sobre “aquela noite”, ele recebe a notícia que a moça está grávida. Eles se encontram e ela lhe pede dinheiro para pagar o aborto. Depois, ela some misteriosamente de novo. Até o próximo verão, Roza ainda vai entrar e sair muitas vezes da vida do apaixonado Chico. Para deixar o clima com mais cara de férias, o filme é embalado por uma trilha sonora de primeira com a participação de bandas gaúchas como Vídeo Hits, Ultramen, Tequila Baby e Wander Wildner, além de Pato Fu e Cássia Eller, que canta uma versão aportuguesada de Born to Cry, de Dian and the Belmonds chamada Nasci para Chorar.
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