A Grade Ilusão

A futilidade da guerra, a humanidade, os relacionamentos e a lealdade. Estes são alguns dos temas que se destacam na comédia dramática A Grande Ilusão (La Grande Illusion), um dos principais filmes da vasta obra do diretor francês Jean Renoir, que recebeu o Prêmio do Júri Internacional em Veneza e em 1958 entrou para a lista dos doze melhores filmes do mundo. Antes disso, quando entrou em exibição, o filme sofreu censura e cortes em diversos países, chegando a ser banido da Alemanha e Itália por vários anos.

Durante a I Guerra Mundial, por volta de 1916-1917, dois oficiais franceses são capturados pelos alemães e levados para um campo de prisioneiros na fronteira. Agora que a vida se organiza de modo sofrível, as ligações aparentam ser mais próximas entre dois oficiais inimigos oriundos da aristocracia do que entre os soldados de um mesmo exército.

Um deles, o capitão De Boeldieu (Pierre Fresnay), é um aristocrata, e o outro, o tenente Marechal (Jean Gabin), é mecânico na vida civil. Eles também conhecem outros prisioneiros de origens diversas, como Lieutenant Rosenthal (Marcel Dalio), filho de uma abastada família judia de banqueiros. Unidos, eles arquitetam um plano para escaparem. Mas, acabam sendo separados antes de conseguirem consumar a fuga.

Eles são então transferidos para uma fortaleza comandada pelo aristocrata alemão Von Rauffenstein (Erich von Stroheim). De Boeldieu torna-se amigo do oficial alemão, mas Marechal e Rosenthal continuam a querer fugir. Este é morto por Rauffenstein quando dá cobertura à fuga de Maréchal e Rosenthal. Recolhidos por uma mulher alemã, os fugitivos conseguem atravessar a fronteira para a Suíça.