A Inglesa e o Duque

Do celebrado diretor Eric Rohmer, A Inglesa e o Duque (L’Anglaise et le Duc / The Lady and the Duke) mostra os complicados jogos de poder e sedução durante o mais radical período da Revolução Francesa, o período jacobino (1790-1794), também conhecido como "Terror". O filme foi um dos selecionados do Festival de Veneza de 2001. 

Grace Dalrymple Elliot (Lucy Russel) é uma jovem aristocrata escocesa que vive em Paris durante a Revolução Francesa. Ela tem um romance ora afetuoso ora tempestuoso com Philippe (Jean Claude Dreyfus), o Duque de Orléans, primo do rei da França, Luís XVI. Mas, apesar do parentesco, ele apóia as idéias dos revolucionários. 

O relacionamento do casal é bastante complicado e, quanto mais os acontecimentos políticos se agravam, mais ele se torna complexo. Grande defensora da monarquia, Grace não é capaz de conciliar seus sentimentos com as escolhas políticas do duque, partidário da morte do monarca. 

Esse dilema amoroso complica a situação da moça, que corre o risco de uma condenação à guilhotina, acusada de ser espiã da Inglaterra, grande inimiga da Revolução. A inglesa consegue persuadir o Duque a salvar um fora-da-lei, mas não consegue evitar que este vote a favor da execução do Rei. 

O diretor se baseou em um relato escrito na época pela própria Grace Elliot para escrever a história. Para fazer a ambientação de época, a solução encontrada pelo diretor francês e sua diretora de arte foi introduzir digitalmente na tela pinturas que retratassem este momento histórico, em vez de fazer um cenário em estúdio. Assim, na maior parte do tempo, o que se vê são os atores interagindo com cenários digitalizados, artifício interessante e criativo, ainda mais para um filme francês de época.