![]() |
|
|
O tempo de Paulinho da Viola Chega às telas um carinhoso documentário sobre um dos maiores nomes da música popular brasileira: Paulinho da Viola, Meu tempo é hoje, de Izabel Jaguaribe. Durante dois anos ela acompanhou o compositor no seu dia-a-dia, na intimidade de sua família, em apresentações e em momentos cotidianos como em seus passeios pelo o Centro da cidade do Rio de Janeiro. Paulinho cresceu em um ambiente cercado de música. Seu pai, o violonista César Faria, fazia parte do conjunto de choro "Época de Ouro" e tinha como convidados em sua casa, no bairro de Botafogo, feras como Jacob do Bandolim, Altamiro Carrilho e Pixinguinha. O filme conta como Paulinho, que chegou a ser auxiliar de contador e pensava em estudar contabilidade, resolveu virar sambista contrariando a vontade do pai, como mostra a música “14 anos”. Além
do sambista, o documentário mostra aspectos inusitados de Paulinho da
Viola fora dos palcos: um homem que trabalha com afinco e talento em
restaurações de carro antigos em uma oficina própria e principalmente
no trabalho com a marcenaria, uma das suas paixões. “Se eu não fosse músico,
seria marceneiro”, afirmou. Quem dá mais detalhes sobre a mania de
Paulinho de consertar as coisas é sua mulher Lila, que conta casos engraçados. O documentário também
mostra encontros musicais com Marisa Monte (com quem interpreta
“Carinhoso”, considerada por ele a melhor canção de todos os
tempos), Marina Lima, o parceiro Elton Medeiros, a Velha Guarda da
Portela, Amélia Rabello, Dininho, Luciana Rabello, Hermínio Bello de
Carvalho, Nélson Sargento, Paulão 7 Cordas, Walter Alfaiate, David do
Pandeiro, Jair do Cavaquinho, Guaracy, Monarco e Ronaldo do Bandolim e sua
participação na já famosa roda de samba no sítio de Zeca Pagodinho. |