Uma mulher é uma mulher: Godard e o universo feminino

Considerado pela crítica do jornal francês Le Figaro como um dos filmes mais espontâneos, tenros e inovadores de Jean-Luc Godard, Uma Mulher é uma Mulher (Une femme est une femme) é o terceiro longa-metragem do diretor.

No Festival de Berlim de 1961, o filme recebe o Prêmio de Melhor Atriz para Anna Karina, que interpreta a protagonista Ângela, além do Prêmio Especial do Júri “pela originalidade, juventude, audácia e impertinência de um filme que abala as normas da clássica comédia filmada”. Para celebrar este clássico que completa 43 anos em plena forma, ele volta aos cinemas em uma cópia nova.

Ângela é uma stripper que tem um capricho: ela decide que quer ter um filho com seu marido, Émile Récamier (Jean-Claude Brialy), um jovem vendedor de livros. Ele é contra a idéia enquanto eles não se casam e no momento anda tão absorvido por sua paixão pelo ciclismo, que nem lhe dá ouvidos.
Para realizar seu desejo de maternidade, ela acaba arrumando uma solução alternativa, senão inusitada: procurar Alfredo Lubtisch (Jean-Paul Belmondo), um vizinho e amigo de seu namorado, para poder ter o bebê. Apaixonado por Ângela, ele acede a seu desejo. 

Assim, Ângela joga com o amor de Alfredo, os ciúmes de Émile, e com seus próprios desejos. Vacilante, enfim consentindo, Emile exclama: "Você é infame". E Ângela, por sua vez, responde: "Não; sou apenas uma mulher!"


Ficha Técnica

Título Original: Une femme est une femme
Ano
: 1961
País
: França
Duração
:
84 min.
Direção e Roteiro
:
Jean-Luc Godard
Produção
: Rome-Paris Films
Fotografia
: Raoul Coutard
Música
: Michel Legrand
Elenco
: Anna Karina, Jean-Paul Belmondo, Jean-Claude Brialy e participação de Jeanne Moreau, Marie Dubois e Marion Sarrault.