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Elogio
Ao Amor Direção:
Jean-Luc Godard
O cinema segundo Godard Há quatro décadas, o revolucionário e polêmico cineasta francês Jean-Luc Godard vem buscando novas alternativas para a linguagem cinematográfica. Em seu filme Elogio ao amor (Éloge de l'amour), ele continua exercitando, de forma criativa e inovadora, diferentes formas de se fazer cinema. Apresentado como O Amor segundo Godard durante o Festival do Rio Br de 2001 na Mostra Foco França, Elogio ao Amor foi também um dos destaques da comemorada Mostra O CINEMA SEGUNDO JEAN-LUC GODARD, realizada entre os dias oito e 21 de fevereiro deste ano no Cine SESC, em São Paulo. O longa-metragem também foi um dos participantes da Mostra Competitiva de Cannes em 2001. O filme é dividido em duas partes distintas, produzidas em meios diferentes. A primeira foi filmada em 35mm preto e branco. Nela é narrada a história de um diretor de cinema, Edgar, interpretado por Bruno Putzulu, que está a procura de atores para seu próximo projeto que mistura elementos de ópera e literatura. Ele encontra uma faxineira argelina e lhe oferece o papel principal, mas ela estranhamente recusa. Já a segunda parte, produzida em vídeo digital colorido, mostra o que Edgar fazia dois anos antes: ele investigava a vida de um membro da resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial a ser entrevistado por Steven Spielberg para um documentário sobre as vítimas do holocausto. Ele acompanha as negociações entre o assistente do diretor americano e a família do herói.
Mesmo sem uma narrativa linear, Elogio ao Amor aborda quatro temas: o encontro, a plenitude física, a separação e a reconciliação, a partir da vida de seus vários personagens. Há também uma dura crítica aos Estados Unidos e ao tipo de cinema feito em Hollywood. No elenco, além de Putzulu estão: Cecile Camp, Jean Davy, Françoise Verny, Audrey Klebaner, Philippe Lyrette, Jeremy Lippmann, Claude Baignières e Remo Forlani. (Dominique Valansi)
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