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O projeto Domingo é dia de Cinema é uma atividade cultural de
complementação curricular que exibe filmes seguidos de debates voltados aos
alunos de cursos de Pré-vestibulares Comunitários localizados em áreas de
concentração de baixa renda da periferia do Rio de Janeiro a fim de auxiliar na
educação, socialização e resgate da auto-estima e valorização da cidadania.
Ingresso: R$ 2,00 (Aberto ao público)
Próximo Domingo é Dia de Cinema:
6/9
- O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO
às 9h, no Odeon Petrobras
SOMENTE ESTA SESSÃO: ENTRADA FRANCA.
O filme tenta responder a uma inquietante questão: diante
das gigantescas reservas do pré-sal, que caminho o Brasil vai tomar? Políticos,
intelectuais, sindicalistas, estudantes, representantes da igreja, artistas e
militares estão entre os 34 depoimentos, de diferentes matizes, que abordam o
tema sob perspectiva histórica, geopolítica, ambiental, econômica e social.
“O petróleo tem que ser nosso – última fronteira” é um filme produzido
pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e pela
Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), dirigido por Peter Cordenonsi.
Os depoimentos incluem desde o governador do Paraná
Roberto Requião (PMDB) e do senador Aluísio Mercadante (PT), os deputados Chico
Alencar (PSOL) e Brizola Neto (PDT), ao dirigente do MST João Pedro Stédile e ao
coordenador da Conlutas José Maria de Almeida, passando pelo Brigadeiro Sérgio
Ferolla, ex-diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) entre 1989 a 1992,
comandante da Escola Superior de Guerra e ex-presidente do STM (Superior
Tribunal Militar). Também d. Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do Rio de
Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB).
Os nomes pinçados - num elenco que também inclui os professores Ildo Sauer e
Carlos Lessa, Ivan Pinheiro e o ator Paulo Betti, dentre outras “feras” – apenas
foram escolhidos para dar uma dimensão da diversidade de ideologias e interesses
que compõem o elenco dos apoiadores da Campanha “O petróleo tem que ser nosso” .
Está reunido um exército de brasileiros, disposto e enfrentar o lobby das
transnacionais do petróleo, visando à defesa do povo brasileiro e da soberania
nacional.
Apesar do tema complexo e polêmico, Cordenonsi conseguiu editar um filme leve,
instigante, que prende do início ao fim o expectador. Ao final, uma surpresa que
deixará emocionados todos os que tiverem o privilégio de assistir.
- Veja o material de apoio sobre este tema:
apostila em formato PDF
Edições Anteriores
23/8 - DIÁRIOS DE MOTOCICLETA
às 9h, no Odeon Petrobras
De Walter Salles
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 128 minutos
Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicana que,
em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado
(Rodrigo de la Serna). A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando
após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas,
sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla
conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso
econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.
DEBATE: 50 anos da Revolução Cubana e a América latina hoje
COM: CARLOS WALTER - Professor de Geografia da UFF e Pesquisador do
LEMTO - Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais; ZULEIDE FARIA -
Associação cultural José Martí; e LUCIA BRUM - Médica formada pela Escola
Latino Americana de Medicina
- Veja o material de apoio sobre este tema:
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26/7
- PALAVRA (EN)CANTADA
às 9h, no Odeon Petrobras
De Helena Solberg
Documentário. 86 min.
Em um país com uma forte cultura oral como o Brasil, a
música popular pode ser a grande ponte para a poesia e a
literatura. O interesse em promover o debate e a reflexão
sobre esse tema foi o ponto de partida do documentário
Palavra (En)cantada que percorre uma viagem na história do
cancioneiro brasileiro com um olhar especial para a relação
entre poesia e música. Dos poetas provençais ao rap, do
carnaval de rua aos poetas do morro, da bossa nova ao
tropicalismo, Palavra (En)cantada passeia pela música
brasileira até os dias de hoje, costurando depoimentos de
grandes nomes da nossa cultura, performances musicais e
surpreendente pesquisa de imagens.
O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto,
Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNegão, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José
Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine,
Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César
Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. Imagens de arquivo resgatam
momentos sublimes de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Tom
Jobim. (Faixa etária sugerida: acima de 12 anos.)
Saiba mais!
28/6
- O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO
às 9h, no Odeon Petrobras
A diretora francesa Maria-Monique Robin baseou seu filme - e um livro de mesmo
título - na empresa com sede em Saint-Louis (Missouri, EUA), que, em mais de um
século de existência, foi fabricante do PCB (piraleno), o agente laranja usado
como herbicida na guerra do Vietnã e de hormônios de aumento da produção do
leite proibidos na Europa.
O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de
transgênicos que em 2007, cobriam 100 milhões de hectares com propriedades
genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto.
A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil,
índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a
realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de
moradores das imediações das plantações, pessoas que sofrem com problemas de
saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.
Debate:
REFORMA AGRÁRIA E MEIO AMBIENTE - Ocupar, Resistir, Produzir, mas... Sem
transgênicos.
Com: João Pedro Stédile,
Economista/ Coordenação do MST e da Via Campesina e Carlos Henrique Nicolau,
Coordenador de Soberania Alimentar da Escola da Mata Atlântica

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17/5
- O QUE VOCÊ FARIA - O MÉTODO
às 9h, no Odeon Petrobras
Sete executivos disputam uma única vaga em uma empresa. Eles
chegam para o teste de seleção no mesmo dia em que Madri é movimentada devido a
marchas de protesto contra a globalização e a política monetária do FMI, que
realiza sua reunião no mesmo prédio em que estão. Logo os candidatos são
informados que serão submetidos a uma seleção diferente, chamada de Método
Grönhom. Nele o grupo é deixado a sós em uma sala, sendo promovidos vários
testes via computador que têm por objetivo analisar a interação entre eles. De
início todos acreditam ter total controle sobre seu comportamento e emoções, mas
os jogos os colocam em situações-limite que, aliado ao fato de saberem estar
sendo observados, os colocam em um nível de tensão insuportável.
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19/4
- BATISMO DE SANGUE
às 9h, no Odeon Petrobras
Um filme de Helvécio Ratton baseado no livro de Frei Beto.
E exibição do curta JUSTA CAUSA (2009/26 min) sobre o cotidiano, a luta e os
desejos de moradores de algumas ocupações no Centro do Rio de Janeiro.
DEBATE: Da Ditadura Militar à Ditadura do Choque de Ordem com Ivo Lesbaupin (sociólogo,
professor da UFRJ / Membro da equipe ISER (Assessoria)), Andréia Mendes Pimentel
(moradora da ocupação Chiquinha Gonzaga e militante na luta por moradia) e Emir
Sader (sociólogo, professor da UERJ / dirige o Laboratório de Políticas
Públicas-UERJ).
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15/3 - ANJOS DO SOL
às 9h, no Odeon Petrobras
Sinopse:
Anjos do Sol é um longa-metragem de ficção, resultado de uma pesquisa de nove
anos sobre a prostituição infantil no Brasil, com roteiro inspirado em
reportagens sobre o tema. Recebeu, em março de 2006, o prêmio de Melhor Filme
segundo o Júri Popular no Festival Internacional de Cinema de Miami, na sua
estréia mundial.
Maria (Fernanda Carvalho) é uma jovem de 12 anos, que mora no interior do
nordeste brasileiro. No verão de 2002 ela é vendida por sua família a um
recrutador de prostitutas. Após ser comprada em um leilão de meninas virgens,
Maria é enviada a um prostíbulo localizado perto de um garimpo, na floresta
amazônica. Após meses sofrendo abusos, ela consegue fugir e passa a cruzar o
Brasil através de viagens de caminhão. Mas ao chegar no Rio de Janeiro a
prostituição volta a cruzar seu caminho.
Premiações:
-Prêmio de Melhor Filme segundo o Júri Popular no Festival Internacional de
Cinema de Miami 2006
- Ganhou 6 Kikitos de Ouro no Festival de Gramado, nas categorias de Melhor
Filme, Melhor Ator (Antônio Calloni), Melhor Ator Coadjuvante (Otávio Augusto),
Melhor Atriz Coadjuvante (Mary Sheila), Melhor Roteiro e Melhor Edição.
- Prêmio ACIE de Cinema de Melhor Ator (Antônio Calloni), além de ser indicado
nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz (Fernanda Carvalho) e Melhor
Roteiro.
O Tema:
O trabalho infantil não é um fenômeno novo no Brasil. Ele praticamente convive
com a história do país desde a sua colonização através da participação de
crianças negras e indígenas no trabalho escravo. Como já foi afirmado por vários
estudiosos, com o desenvolvimento econômico do século XX e com as migrações para
as grandes cidades, o trabalho infantil assumiu espaço no mercado informal, e
ampliou-se através das atividades ilícitas como o narcotráfico e a prostituição.
Esta realidade não é só brasileira e, segundo estatísticas de organizações
internacionais, a prostituição forçada de crianças, jovens e mulheres
transformou-se no terceiro mais rentável comércio mundial, atrás apenas da
indústria de armas e do narcotráfico. Governos e sociedades do mundo inteiro
começaram nestes últimos anos a enfrentar esta situação. Neste sentido, novas
medidas jurídicas, políticas e sociais foram adotadas e congressos
internacionais sobre o assunto são realizados frequentemente. Porém, apesar das
iniciativas contrárias, um fato é incontestável: a rede de prostituição infantil
no Brasil continua intacta. Estudos e números tanto do governo como de
organizações não governamentais demonstram que a violência sexual contra
crianças está espalhada por toda parte: dentro de casa, nos campos, nos garimpos,
nas ruas das pequenas e grandes cidades. Estima-se que cem mil crianças e
adolescentes são explorados sexualmente no Brasil.
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